Alimentação Saudável

Comendo Certo Com Economia



Resumo

O que você sabe sobre comida? Se esta lhe parece uma pergunta estranha, depois de ler este artigo você verá que se trata de um tema de grande utilidade para evitar erros que podem trazer prejuízos ao bolso e à saúde.

Você não precisa ser autoridade no assunto, mas ajuda muito se tiver conhecimento suficiente para escolher o alimento certo pelo estado de conservação ou prazo de validade e condições da embalagem.

Não é raro a pessoa sair de casa para comprar um alimento e voltar com outro bem diferente. Já pensou o que é sair para comprar espinafre e, ao chegar em casa, descobrir ter comprado rúcula?



Buscando orientação.

Gato por Lebre

Ser capaz de escolher corretamente os alimentos é também uma importante medida de economia, uma vez que pode evitar gastos com alimentos desnecessários ou adquiridos em quantidades insuficientes, sem contar com o desperdício de dinheiro que é descartar alimentos impróprios para o consumo.

Outro detalhe muito importante é saber se o alimento que vai consumir serve para a finalidade que você pretende e não produz nenhum efeito adverso para sua saúde. Caso contrário, você vai acabar gastando mais com remédio do que com alimentação.

Pense no que é descobrir que ficou com um sério problema gástrico devido ao consumo prolongado de uma dieta para emagrecer, o que poderia ter sido evitado com o acompanhamento de um profissional de saúde.

Consumir algo indicado para evitar acúmulo de gordura, por exemplo, e ser pego de surpresa por um problema de saúde novo é um caso comum entre negacionistas que acham que é gastar dinheiro à toa ir a um médico, nutricionista ou nutrólogo.

Para saber com segurança qual é o melhor alimento para levar para casa, procure ser capaz de reconhecer as características que deve procurar e quais as que deve evitar. Assim, você fica sabendo o que não comprar.

A organização de uma lista antes de sair para as compras é um passo importante para orientar na procura do que queremos, além de facilitar a organização dos itens no carrinho de compras.

Imagine o aborrecimento, sem contar com o prejuízo, que pode ser causado pelo gesto apressado de colocar uma melancia em cima de um frágil maço de alface ou uma bandeja de iogurte.


Tentando manter os alimentos saudáveis

Organizando

Para aprender a lidar melhor com os alimentos na hora das compras é importante agrupá-los de acordo com categorias que tornam mais fácil procurar nas prateleiras, gôndolas e geladeiras, como também a organização do carrinho de compras.

Escolha um carrinho de supermercado que não seja um trem difícil de ser manobrado e que seja fácil de circular nos espaços apertados entre gôndolas e tabuleiros.

O ideal é aquele que contém dois compartimentos (dois “andares”), pois possibilita um melhor aproveitamento do espaço.

As relações de alimentos apresentadas a seguir têm por objetivo contemplar diferentes preferências de consumo, por isso contêm muito mais do que uma família média normalmente precisa.


O guardião da economia.

Vamos às Compras

Comece pegando alimentos industrializados, mantidos à temperatura ambiente e apresentados em quantidades maiores (a partir de 700 gramas), embalados em latas, caixas ou sacos plásticos.

Ficará mais prático se todos puderem ser acondicionados em um único compartimento do carrinho.

Aqui estão incluídos:

  • Os produtos de mercearia, como feijão, arroz, féculas, açúcar, etc.; leite pasteurizado – embalado em caixinha;

  • Leite em pó – lata, caixinha ou refil flexível, cereais matinais, produtos industriais em pó ou em flocos de derivados do leite, de frutas, etc.

  • Achocolatados, bebidas industrializadas de sucos diluídos engarrafados, refrigerantes e outras bebidas industrializadas,

  • Massas alimentícias (macarrão, bolachas, biscoitos e outras),

  • Barras dietéticas, chips, doces, chocolates, balas, alimentos sintéticos peletizados,

  • Azeites, óleos comestíveis, conservas, condimentos e temperos e enlatados de modo geral – embalagens diversas (latas, caixas, garrafas – vidro ou polímero, etc).

Esses são os alimentos que dão menos trabalho na hora de comprar e requerem menos custos para o armazenamento. Isso não significa que eles podem ser jogados em qualquer canto de qualquer maneira.

São os alimentos que podem ser guardados no armário da cozinha, mas nunca se esquecendo de deixar mais ao fundo do armário os que estão mais longe da data de validade.

Na hora de organizar o armário, coloque os alimentos de modo que, quando precisar pegar determinado item, o produto que vai estar ao alcance da sua mão seja exatamente o que está mais perto da data-limite de sua validade (mais perto de ficar vencido).

Opções.

Alimentos Mantidos sob Refrigeração

Da mesma maneira que no grupo anterior, comece pelos que são mais pesados e vão ocupar mais espaço no carrinho.

Os mais consumidos são:

  • Carnes, aves, frutos do mar.

  • Laticínios (queijos, manteigas, requeijão, iogurtes e bebidas lácteas diversas).

  • Frutas congeladas, polpas de frutas, sucos prontos, bebidas dietéticas e outros produtos refrigerados ou congelados derivados de frutas, alimentos prontos e pré-cozidos congelados.

Arrume as carnes, aves e frutos do mar em uma única pilha no carrinho, tendo sempre o cuidado de colocar os produtos de textura mais firme embaixo.

Por exemplo, um peixe comprado para ser preparado inteiro no forno, pode sofrer alguma deformação se passar muito tempo no carrinho com uma peça de maminha em cima dele.

Se você escolher um carrinho que tem uma cesta em cima da outra, tenha o cuidado de deixar os alimentos congelados/resfriados no compartimento inferior, para evitar a possibilidade de a água do degelo das embalagens molhar itens secos na prateleira inferior.

Agora, espera-se que sua geladeira (e/ou seu freezer) possua espaço suficiente e que você tenha lido o manual do equipamento para saber distribuir adequadamente cada tipo de alimento de acordo com a temperatura de conservação recomendada.


Entre o bom e o melhor.

Frutas e Hortaliças

A maioria dos supermercados expõe as verduras em ambiente refrigerado, mas frutas e tubérculos, entre outras hortaliças, durante o dia são expostos à temperatura ambiente, embora sejam conservados sob refrigeração em câmaras frias por vários dias.

A falta de profissionais qualificados em conservação de alimentos e a inexistência de controle de qualidade rigoroso na maioria dos supermercados resulta na oferta de produtos naturais – frutas e hortaliças – muitas vezes impróprios para o consumo humano.

Todo cuidado é pouco no momento de selecionar esses produtos. Sempre examine as verduras para evitar aquelas com folhas murchas, amareladas ou escuras. Os tubérculos devem estar livres de sujeiras.

No caso das frutas, escolha aquelas que ainda não estão completamente maduras e não exibem sinais de injúria mecânica ou alguma indicação de doença, como o espessamento irregular da casca em alguns pontos, sinais de amolecimento localizado e várias manchas com coloração escura.

Em casa, devem ser mantidas na geladeira (a gaveta das hortaliças fica embaixo para evitar a exposição às baixas temperaturas). As folhas conservam-se melhor em embalagens contendo um pouco de água limpa para compensar o ressecamento produzido no interior da geladeira.

Frutas tropicais só devem ser levadas à geladeira quando já maduras, à diferença das frutas de clima temperado, que não têm seu amadurecimento comprometido pelo abaixamento da temperatura.

Na hora de consumir esses alimentos, nunca se esqueça de um detalhe importantíssimo: a higiene.

Essa é uma medida indispensável em um planeta onde é normal o uso exagerado de agrotóxicos e no qual convivemos com níveis incontroláveis de poluição.


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